Avaliação de Nível de Sedação e Agitação em Terapia Intensiva
1. Classificação Teórica e Forma de Aplicação
• Categoria: ESCALA (Mede a profundidade de sedação ou o grau de agitação do paciente ao longo de um continuum que vai de -5 a +4).
• Forma de Uso (Sozinha ou Complementada): SOZINHA para nível de sedação / COMPLEMENTADA para dor. A avaliação da sedação é feita sozinha de forma comportamental, mas deve ser complementada por escalas de dor na UTI (BPS ou CPOT) para assegurar que agitação não seja decorrente de dor mal tratada.
2. Finalidade e Aplicação Clínica
A escala RASS é obrigatória no manejo diário da sedação, analgesia e desmame da ventilação mecânica em ambiente de UTI. Ela permite titular fármacos sedativos buscando metas claras (evitando sedação excessiva ou agitação perigosa).
3. Instrumento na Íntegra


4. Interpretação da Pontuação Final e Conduta
• +1 a +4 (Agitação): Indica necessidade de ajuste ou introdução de sedação/analgesia para evitar extubação acidental ou perda de acessos.
• 0 (Alerta e Calmo): Estado ideal para a maioria dos pacientes alertas e em desmame ventilatório.
• -1 a -2 (Sedação Leve): Meta padrão recomendada para a maioria dos pacientes intubados em UTI.
• -3 a -5 (Sedação Profunda): Reservada para fases críticas (SARA grave, hipertensão intracraniana ou bloqueio neuromuscular).
5. Referência e Fonte Oficial
Sessler CN, et al. The Richmond Agitation-Sedation Scale. AJRCCM 2002: https://www.atsjournals.org/doi/10.1164/rccm.2107013